quarta-feira, 19 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Me
Circle I Limbo
The Pope
Circle II Whirling in a Dark & Stormy Wind
Greens
Circle III Mud, Rain, Cold, Hail & Snow
Gray Davis
Circle IV Rolling Weights
Saddam Hussein
Circle V Stuck in Mud, Mangled
River Styx
Osama bin Laden
Circle VI Buried for Eternity
River Phlegyas
Objectivists
Circle VII Burning Sands
Bill Clinton
Circle IIX Immersed in Excrement
Scientologists
Circle IX Frozen in Ice
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Canção dos Pássaros Mortos

Vai-se um
A plumagem enrubece
O tiro certeiro
O sangue batiza a terra
Seu corpo sem vida
Jaz em paz no chão
O vento sopra a canção fúnebre
Os anjos cantam com temor
Diva de mil encantos
Seu vestido está sujo de sangue
Suas mãos estão frias
Seus lábios estão congelados
Não sinto seu coração
Não sinto seu amor
Toco apenas em seu corpo desejável
Virgem e puro
Desnudo seus seios
Beijo-os com ardência
Sinto-me sublime
Em a desejar

No seu último suspiro
Antes de se retirar para a eternidade
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Noite dos Desejos

Toca-se os lábios
Desejo ardente
O sangue ferve
Toco sua alma
Você desliza as mãos em meu cabelo
Púrpura são nossoas olhos
Na noite escura
Encontro você
Você encontra meu corpo
Amo você e mais nada
Pecado carnal
Como posso suportar
Adormeço em seus braços
Encontro o bem estar em seu enlace
Durmo nas sombras
Em lençóis de carmim
Vejo seu rosto iluminado
Na aurora que vem nascer
Porém, você não olha em meus olhos
Parecemos meros estranhos
Você vira-se para o lado
Levanta-se e sai
Como se nada tivesse acontecido
Não me ama mais?
Não me quer por mais uma noite?
Fui sua e apenas sua
E agora você me descarta de sua vida
Pecado cometido
Que posso, eu, agora fazer?
Lágrimas que deixei escorrer
No belo recinto de amor
Agora são prantos de mágoa
Para alguém que apenas me usou
Como pude, eu, ser tão ingênua?
Mas agora é tarde

Tarde para lamentar
Por mais que você não me ame
Sinto que você ainda faz parte de mim
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Morrer

Morrer, como posso...
fico imaginado
quando meu corpo não mais se mexer
meus lábios ficarem frios
meu coração gelado
meus olhos fechados
minha pele alva
fico imaginado meu funeral
meu caixão
o pranto dos parentes
as flores de enfeite
as velas acesas
a coroa com meu nome
fico imaginando meu corpo
sendo carregado pelo cemitério
numa tarde chuvosa
todos vestidos de luto

carregando rosas vermelhas
para colocarem em meu túmulo
fico imaginado
o quê haverá depois da morte
quem me esperará do outro lado
se é que há
outro lado!
Minha Alma

a alma humana desbota com as lágrimas que vertem de seu passado
tristes
infelizes
como poderemos viver...
a alma
lugar opaco
habitado pela tristeza da vida
habitado pela discórdia
como poderemos viver...
haverá futuro?
haverá passado?
não sei
apenas sei
que o presente está ai
na porta de nossa alma
esperando que ela se abra
e viva a vida
que sempre desejou
mas nunca teve coragem de viver
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